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Membros Titulares
Luiz Fernando Dezena da Silva
Posse em 22/02/2014.
Nasceu a 10 de novembro de 1960 na cidade de Águas da Prata, SP, é filho de Luiz Tôrres da Silva e Luiza Dezena da Silva. Casado com Luciane Campopiano da Silva, também de Águas da Prata, há 23 anos, têm os filhos Lucas e Letícia. Trabalha no mercado financeiro desde fevereiro de 1981, exercendo sua atividade atualmente na cidade de São Paulo, onde reside no Bairro da Mooca. A sua formação acadêmica é Bacharel em Direito pela UNIFEOB, colando grau no ano de 1981 e MBA em Administração de Empresas com ênfase em Banking pela FGV- Rio e MBA em Gestão de RH pela UNIP campus Santos.

A atividade literária, em especial a poesia, sempre teve papel importante em sua vida, escrevendo ininterruptamente desde a adolescência. Outro gênero literário a que se dedica é o conto, tendo ganhado vários prêmios literários. A crônica foi esporádica durante a juventude, no entanto, a partir de 2008, colabora semanalmente para a GAZETA DE SÃO JOÃO, atingido mais de 240 crônicas publicadas.

O seu livro de estreia foi RUPTURA (1991), prefaciado pelo poeta, cronista e contista Ademaro Prezia, membro da Academia de Letras de São João e com capa da artista plástica sanjoanense Angela Bonfante. Livro este de temática única, traz as preocupações na juventude com os graves problemas sociais que vivia (e) o Brasil. Antes, porém, já havia compilado as poesias até então escritas no livro ADEUS ISQUEMIA (1985) não publicado. Concomitantemente com as poesias do livro RUPTURA escreve a história infantil PERI A BALEIA (2001) também com ilustrações de Angela Bonfante. A vida profissional o leva a mudar-se com a família para São João da Boa Vista. Nesta fase reúne poesias de diversos temas e épocas sob o título DATAS, poesias perdidas (2001). A inspiração para o quarto livro de poesias vem à época em que trabalhou em Indaiatuba (2001), com temática diferente, escrevendo uma poesia para cada irmão, para o pai e a mãe e permite-se um lirismo intenso até então não experimentado (cobrança feita outrora por Ademaro Prezia). Está neste livro o poema VIA CRUCIS ganhador do prêmio literário no ano de 2005 promovido pela UNIFEOB e escolhida para ser declamada em apresentação pelos alunos do curso de letras da Fundação. O livro recebe o título de VIA CRUCIS, CATAPULTA poemas em família e outros poemas (2003). Transferido para trabalhar na Baixada Santista continua a escrever e publica o livro CASA E GUARDANAPOS (2007), onde, influenciado pelo clima diferente da região costeira, permite-se uma poesia com leveza. Neste mesmo ritmo publica CATARINA ruas e rios (2010). Em 2010 vai trabalhar em São Paulo e muda-se para a Mooca. O peso da cidade de São Paulo volta a trazer a angústia ao seu trabalho poético expresso no livro SILÊNCIO e outros apartamentos (2012), uma análise da solidão humana diante da metrópole. Atualmente está desenvolvendo trabalho literário onde a poesia passa de escrita à interatividade, sonho que acalenta desde o primeiro livro, mas que apenas agora toma forma. Além dos trabalhos poéticos compilou os contos em dois livros: CONTOS INESPERADOS (2005) e NOVOS CONTOS (2008), fazendo o mesmo com as crônicas publicadas na GAZETA DE SÃO JOÃO. Outro projeto literário que vem desenvolvendo é a antologia poética a ser lançada em forma de e-book pela livraria SARAIVA. Mantém com assiduidade um blog (http://fernandodezena.arteblog.com.br) onde divulga seus trabalhos de forma imediata.


DISCURSO DE POSSE

São João da Boa Vista, SP, 22 de fevereiro de 2014

Boa noite senhoras e senhores
Confrades e confreiras
Autoridades presentes

Gostaria de externar a emoção e satisfação de fazer parte da Academia de Letras de São João da Boa Vista, de tão brilhantes membros, atuais e passados, ciente da grandeza da responsabilidade neste momento assumida. Enfatizo que será maior a minha dedicação à Literatura, em especial à poesia, o ramo que mais me identifico.
Para terem uma ideia do que me cabe guardar, fui eleito para a Cadeira de número 42, que tem como Patrono o mineiro Pedro da Silva Nava e que já foram dela titular Mario Balbão, Ademir Barbosa e Rodrigo Falconi. Espero me fazer merecedor da honraria.
Antes de falar do Patrono, gostaria de apresentar meus antecessores que com brilhantismo por aqui passaram.
O primeiro ocupante da Cadeira, sócio fundador desta Arcádia, que tomou posse em 24 de setembro de 1977, é nosso querido Mario Ferreira Balbão. Digo querido porque o Mario Balbão escolheu minha terra natal, Águas da Prata, para morar, embora fosse natural de Santa Rosa de Viterbo, e durante muitos anos ter desenvolvido atividades literárias e profissionais na cidade de Lorena. Lá estudou na Faculdade Salesiana de Filosofia Ciências e Letras no curso de Letras Clássicas. Como educador defendeu tese no Encontro de Educadores do Vale do Paraíba com o tema “O ensino da Língua Nacional no Curso Secundário”. Publicou a obra “Curso Prático da Língua Portuguesa” em 6 volumes, foi colaborador nos jornais “O Lorenense”, “A voz de Lorena”, “Correio Acadêmico de Lorena” e “Cidade de São João”, fundou dois jornais nas cidades de Taubaté e Lorena.
O segundo detentor desta cadeira foi, o não menos notável, Ademir Barbosa de Oliveira, sanjoanense da gema, nascido a 05 de janeiro de 1952. A vida profissional, como a minha, construiu dentro do mercado financeiro trabalhando no Banco do Estado de São Paulo, e, em mais uma semelhança, o amor à poesia suplanta muitas aspirações. Ademir tomou posse na Academia no dia 21 de setembro de 1991 e é autor de uma vasta produção poética com cerca de 2.000 poemas. Em mais uma semelhança, trabalhou na cidade de São Paulo, lá desenvolvendo diversas atividades no ramo literário, foi colaborador do Jornal a Gazeta de São João por oito anos (eu há seis). Em 15 de julho de 1988, Ademir lançou o livro de poesias PEDAÇOS DE MIM, onde faz uma coletânea de toda a sua produção poética em diversas fases da vida.
O terceiro ocupante, também de soberba expressão, é o médico e escritor Rodrigo Falconi. Tomou posse na Academia no dia 18 de novembro de 2006. Nascido em 17 de maio de 1977 é formado pela Universidade de São Paulo, na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, como o nosso Patrono, dedica-se além da medicina, à história. É membro fundador da Sociedade Brasileira de História da medicina, membro da sociedade Brasileira de Médicos escritores, só para citar algumas das sociedades que participa. Pelas atividades desenvolvidas percebe-se que é um estudioso, não só dentro da história da medicina, mas na incansável saga de recompor o que se perde no tempo em fatos históricos que permeiam a nossa existência. É dele o excelente livro/estudo a respeito dos Logradouros de São João da Boa Vista. Outro fato que qualquer pessoa ligada ao ramo literário gostaria de passar foi a possibilidade de entrevistar e trocar ideias com o maior crítico literário que nosso país, segundo a minha opinião: Antônio Cândido.

Quanto ao Patrono:

Na noite de 13 de maio de 1984, um senhor octogenário, saiu de seu apartamento na Rua da Glória no Rio de Janeiro, sentou-se sob um oitizeiro, e tirou a própria vida com um tiro na cabeça.
Este mesmo ser humano, aos 17 anos de idade, respondendo a um questionário no colégio Pedro II no Rio, destaca:
O que pensas da vida?
A vida é um anfiteatro anatômico: aí estudamos as chagas sempre abertas, vemos a podridão, o mal, o horror, o cancro e o pior de tudo a hipocrisia do otimismo, tudo num montão de lama – a sociedade!
Pedro Nava, nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 05 de junho de 1903. Filho do médico cearense José Pedro da Silva Nava e da mineira Diva Mariana Jaguaribe Nava, estudou no colégio Pedro II no Rio de Janeiro e cursou a faculdade de medicina em Belo Horizonte. Na literatura, nessa época, conhece a vanguarda modernista brasileira, nela nomes como Tarsila do Amaral, Mário de Andrade e Oswald de Andrade. Em 1927 gradua-se em Medicina ocupando vários cargos públicos na área de saúde na cidade de Belo Horizonte.
Na sua área profissional de atuação, a medicina, foi extremamente respeitado, tendo trazido ao Brasil, depois de um curso na Europa, a reumatologia. Clinicou, lecionou, escreveu dezenas de artigos, ensaios e livros sobre temas médicos. Mesmo com a abnegada entrega à medicina, não se esqueceu da literatura, produzindo poemas e pinturas (outra paixão), chegando a ter desenhos publicados em uma das edições do livro Macunaíma de Mario de Andrade. Quando ainda não era escritor remido, surpreendeu com o poema O defunto (1938) incluído na Antologia de poetas bissextos organizada por Manuel Bandeira, o poema impressiona Pablo Neruda que o saúda como o maior poema em língua portuguesa.
Pedro Nava, depois de uma carreira brilhante de mais de cinquenta anos na medicina, resolve se aposentar para dedicar-se integralmente a sua segunda paixão, a literatura. Verte-se ao memorialismo, e se torna o maior da língua portuguesa. Estreia em 1972 com o livro Baú de ossos, seu segundo livro é pulicado em 1973 com o título Balão Cativo, em 1976 publica Chão de ferro e em 1978 Beira Mar. Aí termina a sua primeira fase de memórias e a segunda, mais obscura, tem início com o livro Galo-das-trevas de 1981, em 1983 sai o Círio Perfeito e não chega a terminar o livro Cera das almas quando do suicídio.
Sobre Nava disse Otto Maria Carpeaux: “Mais importante para a literatura brasileira que Proust para a francesa”. E o amigo da vida inteira, Carlos Drummond de Andrade: “Digno de figurar entre o que de melhor produziu a memorialística em língua portuguesa” Vinícius de Moraes, no seu livro Poemas, sonetos e baladas, de 1946, dedica a Nava uma balada: Balada de Pedro Nava!
Uma curiosidade foi que, embora os livros de memórias tenham sido um grande sucesso de público e crítica, o deixou por um bom tempo deprimido. Acontece que alguns de seus parentes mineiros, enfurecidos com a maneira como foram retratados, passaram a ameaçá-lo. “Eu só arranjei inimigos dentro da minha família com esses livros de memórias. Todos ficaram indignados. Do lado de minha mãe então, foi uma coisa horrorosa, um deus-nos-acuda. Houve prantos e ranger de dentes”, disse em uma entrevista.
Nava foi ganhador de importantes prêmios literário, como em 1973 o Prêmio Luisa Claudio de Souza do Pen Club e, neste mesmo ano, Personagem Global de Literatura dado pela Rede Globo e O Globo; em 1974 o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte; o Prêmio Machado de Assis de Memórias e Crônicas pelo Livro Balão Cativo em 1975, entre tantos outros.
Foi casado com Antonieta Penido ou simplesmente Nieta, por quarenta anos. Casou-se tarde, segundo o próprio Nava “tardiamente, aos 40 anos, porque era um boêmio que gostava de aproveitar a vida com liberdade”. Não teve filhos.
Muito se falou sobre o suicídio de Pedro Nava ter a origem em chantagem recebida de um garoto de programas. Mas, Humberto Werneck que passou longas horas antes do maior memorialista da língua portuguesa completar 80 anos, em entrevista para a revista ISTO É, discorda dessa posição afirmando que Nava já caminhava para o suicídio há muito tempo.
Reafirmo que é um grande orgulho fazer parte desta Academia, onde, neste mesmo local, em 23 de junho de 2007, minha mãe Luiza Dezena Tôrres da Silva, foi empossada. Com o mesmo espírito de alegria, de fazer e ajudar a fazer, de fé em Deus e nas pessoas, é que me farei sempre presente!

Obrigado e Boa noite!



RESULTADO DO 26º CONCURSO LITERÁRIO - 2018
16/10/2018
A Academia de Letras de São João da Boa Vista divulga o resultado do 26º Concurso Literário - 2018. Nos poucos casos em que houve empate, todos os candidatos serão premiados.

Veja o arquivo relacionado, clique aqui.

RESULTADO DO XXV CONCURSO DE PROSA E POESIA
24/08/2017
A Academia de Letras de São João da Boa Vista anuncia os premiados do seu 25º CONCURSO LITERÁRIO, entre mais de 1.000 trabalhos inscritos em todas as categorias.

Veja o arquivo relacionado, clique aqui.

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